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Ano da safra: 2009/10 | Categoria:

Autor: Lúcia Madalena Vivan

Distribuição , ocorrência e caracterização das espécies de Scaptocoris castanea e Scaptocoris carvalhoi (Hemíptera: Cydnidae) no estado do Mato Grosso, safra 2009-10

No Brasil, o número de ocorrências de insetos praga de hábitos subterrâneos tem aumentado, exigindo o incremento de pesquisas voltadas ao estudo de comportamento e da dinâmica populacional destes insetos. O percevejo-castanho-da-raiz (Scaptocoris castanea e Scaptocoris carvalhoi) tem aumentado, substancialmente, sua população dentro de diversas culturas. Esse inseto possui hábitos subterrâneos e os adultos realizam revoada no início da época chuvosa. Nessas revoadas, parte da população deixa o solo, na espécie Scaptocoris carvalhoi, e parte se mantém neste por ocorrer o polimorfismo alar, já para a espécie S. castanea a população se apresenta com asas longas e geralmente ocorre revoada da população.  A análise de covariância entre os dados de comprimento da asa posterior e comprimento do corpo confirma a formação de dois grupos distintos para a espécie carvalhoi os quais foram classificados em braquípteros e macrópteros. Neste trabalho, verificou-se que machos e fêmeas de asas curtas apresentaram RPC menor do que 0,58, enquanto que os adultos macrópteros apresentaram RPC superior a 0,58. Para a mobilidade das asas e reação de vôo observou-se diferenças significativas entre indivíduos braquípteros e macrópteros. O padrão morfológico apresentado pelos adultos de S. castanea é visualmente caracterizado em indivíduos de asas longas (macrópteros), os quais apresentam asas anteriores e posteriores longas, ultrapassando o ápice do abdome. A mobilidade das asas e a reação de vôo dos adultos de S. castanea foram semelhantes. Dentre os indivíduos presentes na revoada, 66% movimentaram as asas durante os bioensaios, enquanto que 65% daqueles coletados no interior do solo realizaram esse comportamento. Neste trabalho é apresentada a descrição dos caracteres morfológicos de estágios imaturos e dos ovos da espécie S. carvalhoi. A importância da identificação prematura dos insetos e a crescente necessidade de se realizar estudos morfológicos e biológicos dos estágios imaturos de heterópteros da superfamília Pentatomoidea tem sido enfatizada recentemente por inúmeros autores, embora reconhecida há bastante tempo por favorecer o encontro de soluções para inúmeros problemas em entomologia. Sobre os ovos e ovaríolos observou-se neste trabalho que as espécies diferenciam em relação a oviposição e ao período de maior crescimento dos ovaríolos, onde a espécie carvalhoi apresenta maior oviposição nos meses de outubro a novembro, no mês de maio as duas espécies apresentaram fêmeas com ovos, em julho somente observou-se ovos na espécie carvalhoi. Sobre os tamanhos de ovaríolos a espécie castanea diferenciou em tamanhos superiores em relação aos ovaríolos da espécie carvalhoi.

Ano da safra: 2009/10 | Categoria:

Autor: Edson R. de Andrade Junior

Caracterização e melhoramento de sorgo

O sorgo é considerado o quinto cereal mais importante do mundo em área cultivada, sendo superado apenas pelo trigo, arroz, milho e cevada, sendo uma gramínea de clima tropical e de alta capacidade de produção de grãos, constituindo-se no melhor substituto do milho em regiões com baixo índice pluviométrico e em solos com características físico-químicas deficientes, face à sua grande adaptabilidade às condições adversas. Sua resistência a períodos de estiagem é atribuída ao sistema radicular profundo e fibroso, à redução da taxa de crescimento em condições de deficiência hídrica e às suas folhas que apresentam algumas características xerofíticas, o que diminui a perda de água. A produção brasileira de grãos depende quase que exclusivamente da precipitação pluviométrica. Em anos com a ocorrência de condições desfavoráveis, normalmente há déficit na produção de grãos e o sorgo, sendo uma cultura de vocação para cultivo em condições adversas de clima e solo, poderia reduzir o impacto desse fator no abastecimento de grãos. A seleção de cultivares adaptadas e produtivas constitui um dos fatores mais importantes na cultura do sorgo. Dentre as principais características agronômicas desejáveis para a escolha de uma cultivar, destacam-se o rendimento de grãos, massa verde visando formação de palhada  e sua composição química, os quais são marcadamente afetados pelas condições ecológicas da região de plantio.  O objetivo deste projeto foi realizar avaliação, caracterização e seleção de acessos de sorgo do IMAmt, para posteriormente definir as linhas de pesquisa do programa de melhoramento desta cultura. Observou-se que os dentre materiais de sorgo que o IMAmt possui, existe grande variabilidade, nas mais diversas características, sendo este ponto de extrema importância para o programa, principalmente após a introdução dos 42 materiais importados do CIRAD. Um ponto observado foi a existência de materiais (variedades) com grande potencial de produção de massa verde, a ser utilizados com objetivo de formação de palhada e que ainda produz certa quantidade de grão. Com isso o foco inicial do programa de melhoramento é selecionar plantas nesses materiais com o objeto de obter uma variedade para formação de palhada e que produza certa quantidade de grão (dupla aptidão).

Ano da safra: 2009/10 | Categoria:

Autor: D. Romano

Avaliação de inseticidas, aplicados via foliar, no controle de cochonilha na cultura do algodão adensado.

O objetivo deste experimento foi avaliar a eficiência de inseticidas aplicados em diferentes doses, via foliar, já utilizados na cultura do algodão no controle de outras pragas, para verificar o controle de cochonilha, no final do ciclo do algodão adensado em condições de campo. O delineamento utilizado foi o de blocos ao acaso, com 7 tratamentos e 5 repetições, instalado em uma área comercial no município de Campo Verde - MT. Os tratamentos e doses (l p.c./ha) foram: 1- Testemunha (sem inseticida); 2- Ferus (1,5 l/ha); 3- Ferus (1,2 l/ha) + Karatê Zeon 250 (0,07 l/ha); 4- Ferus (1,2 l/ha) + Vertimec (0,5 l/ha); 5- Karatê Zeon (0,07 l/ha) + Vertimec (0,5 l/ha); 6- Fury 200 EW (0,3 l/ha); 7- Fury 200 EW (0,2 l/ha) + Ferus (1,2 l/ha), sendo que em todos os tratamentos foi adicionado óleo mineral Joint oil (1,0 l/ha) e Agral (0,05 l/ha), com exceção da testemunha. Cada parcela constou de 15,75 m2. A aplicação foi realizada 198 dias após semeadura, quando o algodão estava em ponto de colheita, ou seja, sem área foliar. Foram realizadas avaliações atribuindo notas de infestação nas plantas de cada tratamentos aos 7 e 12 dias após a emergência, quantificando-se a praga em 20 plantas por parcela. Pela análise dos resultados concluiu-se que o tratamento que proporcionou melhor controle para a cochonilha foi Fury 200 EW (0,2 l/ha) + Ferus (1,2 l/ha) e um pouco abaixo o Ferus (1,2 l/ha) + Vertimec (0,5 l/ha).

Ano da safra: 2009/10 | Categoria:

Autor: D. Romano

Avaliação dos produtos Biosam; ADS e Bioinseto, aplicados via foliar, no controle de pragas na cultura do algodão em sistema adensado

O objetivo deste trabalho foi avaliar a performance dos produtos orgânicos Biosam; ADS e Bioinseto aplicados em diferentes doses, via foliar, comparando com os produtos convencionais utilizados na cultura do algodão, no controle de pragas, em condições de campo e no sistema adensado de cultivo. O delineamento utilizado foi o de blocos ao acaso, com 4 tratamentos e 5 repetições, instalado no Campo Experimental de IMAmt em Primavera do Leste, MT. Os tratamentos e doses (l p.c./ha) foram: 1- Testemunha (sem inseticida); 2- Marshal 400 SC (0,4 l/ha) + Endosulfan nortox 350 EC (2 l/ha); 3- Biosam (3 l/ha) + ADS (0,3 l/ha) + Marshal 400 SC (0,2 l/ha) + Endosulfan nortox 350 EC (1 l/ha); 4- Biosam (3 l/ha) + Bioinseto (1,5 l/ha) + ADS (0,3 l/ha). Cada parcela constou de 31,5 m2. A aplicação foi realizada 46 dias após a emergência (DAE). Foram realizadas avaliações de eficiência dos tratamentos aos 3; 7; 16 e 22 dias após aplicação, quantificando-se as pragas em10 plantas por parcela. Pela análise dos resultados concluiu-se que o tratamento Biosam 3 L/ha + Bioinseto 1,5 L/ha + ADS 0,3 L/ha, para a praga pulgão-do-algodoeiro (Aphis gossypii), proporcionou controle inferior ao utilizado como padrão Marshal 0,4 L/ha + Endossulfan 2,0 L/ha, aos 3 e 7 dias após a aplicação, em relação as plantas com infestação alta de pulgão, porém, o tratamento que foi aplicado Biosam 3 L/ha + ADS 0,3 L/ha + Marshal 0,2 L/ha + Endossulfan 1,0 L/ha (metade da dose dos produtos utilizados no tratamento padrão), não diferiu do controle padrão, sendo uma alternativa para controle desta praga.

Ano da safra: 2009/10 | Categoria:

Autor: D. Romano

Avaliação dos produtos SS3; EP6 e Bioinseto, aplicados via tratamento de sementes, no controle de pragas iniciais na cultura do algodão em sistema adensado.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a performance dos produtos orgânicos SS3; EP6 e Bioinseto aplicados em diferentes doses via tratamento de sementes, comparando com os produtos Cruiser e Vitavax-Thiram, normalmente utilizados na cultura do algodão, no controle de pragas e doenças, em condições de campo e no sistema adensado de cultivo. O delineamento utilizado foi o de blocos ao acaso, com 7 tratamentos e 6 repetições, instalado no Campo Experimental de IMAmt em Primavera do Leste, MT. Os tratamentos e doses (l p.c./ha) foram: 1- Testemunha (sem inseticida); 2- Cruiser (0,6 l/ha); 3- Vitavax-thiram (0,2 l/ha); 4- Cruiser (0,6 l/ha) +  Vitavax-thiram (0,2 l/ha); 5- SS3 (0,6 kg/ha) + EP6 (0,6 kg/ha) + Bioinseto (1 l/ha); 6- SS3 (1,2 kg/ha) + EP6 (1,2 kg/ha) + Bioinseto (2 l/ha); 7- SS3 (1,8 kg/ha) + EP6 (1,8 kg/ha) + Bioinseto (3 l/ha). Cada parcela constou de 9 m2. A aplicação foi realizada no dia da semeadura, utilizando-se um saco plástico para misturar a semente mais inseticida.Foram realizadas avaliações de eficiência dos tratamentos aos 15 e 21 dias após a emergência, quantificando-se as pragas em10 plantas por parcela. Pela análise dos resultados concluiu-se que o tratamento SS3; EP6 e Bioinseto, não diferiram da testemunha, bem como dos inseticidas padrões utilizados no IMAmt, na safra 2009/2010. Havia pouca condição de umidade no solo na ocasião do experimento, podendo haver comprometido a absorção dos produtos pelas plantas ou até mesmo na translocação dos mesmos dentro das plantas.

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