Rondonópolis recebe grupo enviado por produtores baianos no Centro de Treinamento Ampa/IMAmt
20/02/2019

Rondonópolis recebe grupo enviado por produtores baianos no Centro de Treinamento Ampa/IMAmt

Visando trocar conhecimentos e fomentar a melhoria de qualidade da fibra do algodão em todo o ciclo da cultura, o Instituto Matogrossense de Algodão (IMAmt) em parceria com a Associação Baiana de Produtores de Algodão (ABAPA), promoveu em Rondonópolis um treinamento de duas semanas junto a um grupo enviado por produtores de algodão de Luís Eduardo Magalhães, Bahia.

O curso aconteceu de 04 a 14 de fevereiro no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica (CTDT) de Rondonópolis, abordando conhecimentos teóricos e práticos por meio de pesquisadores do IMAmt e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Entre eles, o controle de pragas e doenças, manejo de plantas daninhas, prevenção do acidentes e segurança do trabalho dentro das algodoeiras, assim como boas práticas para preservar a qualidade da fibra do algodão.

Para Sérgio Brentano, gerente do Centro de Análise de fibras da ABAPA, o intuito desta ação é contribuir para o aprendizado dos responsáveis pelas usinas de beneficiamento da região oeste da Bahia, visando a melhoria de processos de processos e, consequentemente, da qualidade da fibra produzida. “O aprendizado junto à escola do IMA foi de grande importância tanto pela didática presenciada quanto por conseguirmos visualizar o funcionamento dos equipamentos utilizados. Isso nos proporciona realizarmos eventuais mudanças e adequações necessárias um resultado mais proveitoso e uma qualidade maior na fibra beneficiada. Conseguimos, inclusive, visualizar a importância das automações para o aumento de produtividade, segurança dos colaboradores e eficiência no processo de beneficiamento”, ressaltou Brentano.

Segundo o pesquisador Jean Louis Belot, pesquisador do IMAmt e coordenador técnico do programa Qualidade da Fibra de Mato Grosso, a diversificação nas áreas de atuação do grupo vindo da Bahia foi um dos fatores que tornou o momento mais interessante. Outro ponto de destaque foi o nível de interação e troca de experiências. “Conhecemos aqui desde técnicos agrícolas até produtores, todos agregando conhecimento e trocando informações a todo momento. Para nós, do IMAmt, mais importante que a palestra em si, é saber que eles entenderam o que viemos passar e a oportunidade de aprendermos também com eles”, destaca.

Para o baiano Saulo Fernandes, que trabalha há sete anos no grupo Sementes Burinaga, a iniciativa do IMAmt e ABAPA, apesar de distante, todo o esforço para participar do treinamento valeu muito a pena. “A ABAPA tem nos ajudado muito em melhorias contínuas e na busca de novos conhecimentos na área de beneficiamento do algodão. Foi por meio deles que ficamos sabendo desse treinamento, que desde o início foi bem acessível para todos nós. Nessas duas semanas, pudemos conhecer na teoria e na prática todo o funcionamento de máquinas e equipamentos que fazem parte da cadeia do algodão, colocando a mão na massa em tudo o que estávamos vendo. Ainda que geograficamente longe, a intenção é que possamos aproveitar mais vezes oportunidades como essa para nos aperfeiçoarmos cada vez mais no beneficiamento do algodão”, destaca.

Já para o técnico agrícola baiano Alessandro Ribeiro, representante das Fazendas Busato e há 14 anos atuante na produção de algodão, desde o início a oportunidade foi muito proveitosa. “Vimos e ouvimos muitas coisas que para nós era novidade, trocamos e adquirimos conhecimentos de suma importância tanto para quem, como eu, está no setor de beneficiamento do algodão, quanto para qualquer outro setor dentro da usina relacionado à parte de controle e gestão da qualidade. Como o produtor visa a qualidade, é preciso estarmos alinhados em todos os setores da algodoeira e assim, termos um controle melhor da qualidade e agregação de valor”, explica Ribeiro.

Para Ribeiro, um dos pontos altos do treinamento foi acompanhar o funcionamento da mini usina do CTDT. “Vimos de perto as particularidades de cada equipamento, seus sistemas de funcionamento, chegamos a beneficiar o algodão, e vimos na prática de que modo podemos facilitar a gestão de nossos trabalhos”, explica.

A Escola de Beneficiamento do CTDT de Rondonópolis conta com maquinário e tecnologia de ponta e uma mini usina criada para contribuir com a formação de profissionais que visam melhorar a qualidade de mão de obra utilizada nas algodoeiras, propor melhorias e recomendações de procedimentos para aumento da produtividade do beneficiamento, sempre com foco na qualidade do algodão.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa 

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