17/10/2018

Vazio sanitário do algodoeiro já vigora em todos os núcleos regionais de Mato Grosso

O vazio sanitário do algodoeiro começou nesta segunda-feira (15 de outubro) em mais três núcleos regionais de Mato Grosso: Médio Norte (região de Campo Novo do Parecis), Norte (regiões de Lucas do Rio Verde e Sorriso) e Noroeste (região de sapezal), que compõem a chamada Região II.

Nos demais núcleos regionais - Centro (região de Campo Verde), Centro Leste (região de Primavera do Leste) e Sul (região de Rondonópolis), que compõem a chamada Região I-, o vazio sanitário já vigora desde o dia 1°, de acordo com a Instrução Normativa Conjunta Sedec/Indea-MT nº 001/2016, que fixa um período de 60 dias em que não pode haver restos culturais do algodoeiro (ou seja, de plantas com risco fitossanitário) nas propriedades rurais mato-grossenses.

A IN nº 001/2016 define como plantas de risco fitossanitário "plantas do algodoeiro tigueras (plantas germinadas voluntariamente em qualquer lugar que não tenham sido semeadas) acima do estádio V3 e plantas rebrotadas (soqueiras) com mais de quatro folhas por broto ou estruturas reprodutivas".

"O principal objetivo do vazio sanitário do algodoeiro é quebrarmos o ciclo das pragas, em especial, o bicudo, considerada a praga-chave da cotonicultura nacional", explica Alvaro Salles, diretor executivo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt).

A eliminação da chamada "ponte verde", no período de entressafra do algodão, tem como finalidade evitar que insetos-praga como o bicudo sobrevivam nos chamados restos culturais do algodoeiro: plantas que sobram da safra recém-encerrada, tigueras ou rebrotadas, por um certo período.

"Outra coisa importante é evitar que patógenos de viroses e outras doenças que sobreviveram em plantas velhas possam ser transmitidas para as plantas do algodoeiro da safra que será semeada após o ciclo da soja", acrescenta Salles. 

Manter "isentas de plantas" essas áreas é medida fundamental para a sustentabilidade da cotonicultura, contribuindo para um menor número de aplicações de defensivos agrícolas e criando melhores condições para a próxima safra de algodão (2018/19), segundo o diretor executivo do IMAmt.

Na Região I – núcleos regionais Centro, Cento Leste e Sul -, o vazio sanitário será encerrado em 30 de novembro e a semeadura da safra 2018/19 estará autorizada a partir de 1º de dezembro. No caso da Região II, o término do vazio acontecerá em 14 de dezembro e o plantio da próxima safra poderá ser iniciado a partir do dia 15.  Mais informações sobre o vazio sanitário do algodoeiro e o que determina a IN nº 001/2016 podem ser encontrados na Circular Técnica nº 24/2016, elaborada pelo pesquisador Edson Ricardo de Andrade Junior e pelo coordenador de projetos e difusão de tecnologias Marcio de Souza.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa

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