Entomologistas destacam o papel da união no controle efetivo do bicudo do algodoeiro
28/09/2018

Entomologistas destacam o papel da união no controle efetivo do bicudo do algodoeiro

“Manejo conjunto” é o título de artigo escrito pelos entomologistas Jacob Crosariol Netto e Guilherme Gomes Rolim, do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), em parceria com os pesquisadores Eduardo Moreira Barros, da Syngenta Proteção de Cultivos, e Lucas Souza Arruda, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

O objetivo do artigo, publicado na edição de setembro da revista Cultivar, é contribuir para o controle do bicudo do algodoeiro, considerado a maior praga da cotonicultura brasileira.

Devido às condições climáticas e ao modo de produção adotado, as lavouras de algodão mato-grossenses são altamente propícias ao bicudo do algodoeiro, grande responsável pelo aumento nos custos de produção. No artigo, os pesquisadores destacam a importância de manter o Manejo Integrado de Pragas (MIP) nas lavouras de algodão, além de dar dicas sobre quais medidas devem ser tomadas no manejo da praga.

O primeiro passo é a detecção e o monitoramento do inseto na fase adulta, com a utilização de armadilhas. Os autores chamam atenção para as outras formas de combate ao bicudo do algodoeiro, para além do monitoramento e aplicação de inseticidas, que devem ser realizadas sempre de forma conjunta, como a destruição de soqueira, limpeza de rodovias e o compartilhamento de informações.

Como exemplo de ação conjunta que apresentam resultados positivos, eles citam os Grupos Técnicos do Algodão (GTA) do Mato Grosso, que são coordenados pelo IMAmt e pela cadeia produtiva do algodão de cada região. Os GTAs facilitam a troca de informações na região produtora e unificam as ações, potencializando seus resultados.

Os pesquisadores citam o exemplo da região de Sapezal (Núcleo Regional Noroeste), que estava sofrendo com o aumento da população do bicudo do algodoeiro e, após a criação do GTA, a partir de 2016, e das ações conjuntas de manejo, registrou uma queda significativa nos índices de captura de inseto por armadilha por semana (BAS). 

"A cotonicultura brasileira vem se tornando cada vez mais dinâmica e tecnificada, e isso contribui para a elevação na produção e a consolidação do Brasil no cenário mundial como grande produtor. Porém, todo esse dinamismo vem acompanhado da elevada complexidade de cultivar em grandes extensões, o que muitas vezes dificulta a realização de algumas ações primordiais para o manejo do bicudo, como monitoramento, aplicações em curtos intervalos de tempo (com o máximo de cinco dias entre cada aplicação) e destruição dos restos culturais", alertam os autores do artigo.

Na avalição dos pesquisadores, a união de todos os envolvidos na cadeia produtiva do algodão é de suma importância para a realização de um controle efetivo do bicudo do algodoeiro, através da cooperação e trocas de informações. Eles destacam ainda a necessidade de assegurar a adoção de estratégias de manejo de forma rígida e uniforme.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa

Foto: Acervo IMAmt 

Copyright © IMA - Instituto Mato-Grossense do Algodão.
Rua Eng Edgard Prado Arze, 1777 Ed. Cloves Vettorato - 2 andar Quadra 03
Setor A - Centro Político Administrativo
CEP: 78049-015
(65) 3321-6455/6482