Capim-pé-de-galinha é tema da mais recente Circular Técnica do IMAmt
28/09/2018

Capim-pé-de-galinha é tema da mais recente Circular Técnica do IMAmt

“Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) em Mato Grosso: resistência a herbicidas inibidores da ACCase e indicação de sítios de ação alternativos” é o título da mais recente Circular Técnica do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMAmt).

O capim-pé-de-galinha (E. indica) é altamente adaptável ao clima e ao solo de Mato Grosso, além de ser hospedeira de diversos agentes patogênicos que atacam plantas cultivadas, como Helminthosporium spp., Meloidogyne incognita, Rotylenchus reniformis Pratylenchus pratensis.

Assinada pelos pesquisadores Edson de Andrade Junior e Leonardo Bitencourt Scoz, do IMAmt, e pelos professores Anderson Luis Cavenaghi, do Univag - Centro Universitário, e Sebastião Carneiro Guimarães, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Circular Técnica nº 38 apresenta resultados de estudo de monitoramento sobre a resistência a herbicidas inibidores de ACCase de uma das plantas daninhas mais frequentes em lavouras de algodão.

"Entre as espécies de plantas daninhas mais frequentes em lavouras anuais, a importância do capim-pé-de-galinha aumentou nos últimos anos em função de falhas constantes na eficácia de controle com herbicidas inibidores da ACCase, o que tem resultado em infestações intensas em áreas de cultivo de soja, algodão e milho", afirmam os autores da Circular Técnica nº 38.

Segundo eles, uma possibilidade de manejo dessa planta daninha é a utilização de cultivares de algodão, soja e milho resistentes ao glyphosate, mas também já há relatos de biótipos da E. indica resistentes a glyphosate em vários países, inclusive no Brasil.

Para a realização desse estudo, foram coletadas sementes de plantas daninhas em todas as regiões produtoras de algodão de Mato Grosso, principalmente em áreas onde o capim-pé-de-galinha havia sobrevivido a pelo menos uma aplicação de tratamento com  herbicida contendo inibidores da ACCase, entre os anos 2012 e 2016.

Essas amostras foram submetidas a seis tipos de tratamento, sendo um sem a utilização de herbicidas e os demais com diferentes doses dos dois herbicidas em avaliação. Por meio de gráficos e tabelas é possível verificar os resultados do estudo, como a percepção de que a resistência aos herbicidas inibidores da ACCase é comum em todas as regiões produtoras de algodão de Mato Grosso.

Na avaliação dos autores da CT nº 38, "a continuidade de trabalhos de localização e confirmação de casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas é importante para reduzir a expansão do problema e para conscientizar os produtores da necessidade de rotação de herbicidas com diferentes sítios de ação, o que é atualmente realizado de modo a atender a demanda dos GTAs (Grupo Técnico do Algodão) das áreas algodoeiras de Mato Grosso'.

Para saber mais sobre o estudo realizado e seus resultados, confira aqui a íntegra da CT nº 38.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa

Fotos; Edson Junior

 

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