Mato Grosso marca presença em eventos internacionais do algodão
19/10/2017

Mato Grosso marca presença em eventos internacionais do algodão

Produtores de algodão de Mato Grosso participam neste mês de outubro de dois dos principais eventos internacionais do setor. Na semana passada, o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel, acompanhou em Singapura o evento anual da Associação Internacional do Algodão (ICA na sigla em inglês), junto com Milton Garbugio e Sérgio De Marco, ex-presidentes da Ampa, e Alessandro Polato, membro titular do Conselho Fiscal. Schenkel e Garbugio viajaram como integrantes da comitiva da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

A entidade aproveita o evento anual da ICA para promover uma agenda adicional de encontros exclusivos com líderes globais do setor, além de palestras e almoço, nos quais divulga o algodão brasileiro e enfatiza os programas desenvolvidos junto com as estaduais nas áreas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade.

Este ano, a Abrapa promoveu reuniões com oito importantes empresas do setor: Olam, Omnicotton, Cofco, Ecom, Reinhart, ADM, Dreyfus e Cargill, no dia 11. A comitiva brasileira assistiu a uma palestra exclusivamente agendada para os seus membros, com o presidente da Cargill Cotton, William Barksdale. No dia 12, foi a vez do especialista em questões globais do agronegócio, que vive em Singapura, Marcos Jank, falar sobre as oportunidades para o Brasil e o algodão brasileiro na Ásia. A comitiva da Abrapa foi recepcionada pelo embaixador do Brasil em Singapura, Flávio Soares Damico, e pelo head de marketing da Bayer, André Kraide Monteiro.

A ICA é a principal associação comercial de algodão e foi criada em 1841, em Liverpool, no Reino Unido, quando um grupo de corretores de algodão criou um conjunto de normas e regras para ajudar a regular a compra e venda de algodão. A agenda do ICA Annual Trade Event de 2017, realizado no Raffles City Convention Centre, incluiu uma série de palestras, além do tradicional jantar de gala.

Para o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, participar do evento da ICA é parte de um trabalho que vem sendo desenvolvido há muito tempo pela entidade, que tem contribuído para a abertura e consolidação de mercados, sobretudo, na Ásia, e para o fortalecimento da imagem do algodão do Brasil.

O presidente da Ampa, Alexandre Schenkel, vê com bons olhos a maior aproximação com o mercado asiático. ¨Para aproveitarmos esta pujança, do crescimento do sudeste da Ásia, e a demanda que está se concretizando por parte dos chineses, temos que manter nossos esforços para produzir com qualidade e eficiência¨, comenta Schenkel.

Ele voltou otimista dos encontros com os representantes das tradings: ¨ Ficou bem claro que podemos aumentar, além de nossa participação naquele mercado, o prêmio pelas características de nossa pluma e também por conta da estabilidade de nossa produção. Isso resultaria em preços melhores, mais valorização de nosso produto!¨

Schenkel acrescenta que os produtores mato-grossenses buscaram muitos exemplos de produção e de qualidade com países exportadores como a Austrália e os Estados Unidos. ¨Com os bons exemplos, desenvolvemos uma cotonicultura eficiente e, além de tudo, responsável, o que hoje deixa o Brasil em igualdade na valorização da fibra em relação a esses países. Durante o encontro da ICA, em Singapura, ouvimos demandas, das tradings e de clientes, que nos ajudam a construir com solidez nossa posição no mercado global de algodão¨, conclui.

76ª Reunião Plenária do Icac - Na próxima semana, entre os dias 22 e 27, o Conselho Consultivo Internacional do Algodão (Icac na sigla em inglês) promoverá a sua 76ª Reunião Plenária, no Uzbequistão – pais que integrava a antiga União Soviética.  A Ampa estará representada nesse evento pelo diretor 1º secretário Paulo Sérgio Aguiar e pelo diretor executivo Décio Tocantins.

De acordo com dados do Icac, o Uzbequistão está entre os cinco maiores produtores mundiais de pluma – atrás de Índia, China, Estados Unidos e Brasil -, com uma área plantada de 1.298 mil ha e produção de 832 mil toneladas de pluma. Segundo o Icac, o Brasil cultiva uma área de 955 mil ha onde produz 1.289 mil t. A produtividade brasileira é estimada em 1.350 kg/ha, enquanto no Uzbesquistão é de 641 kg/ha.

Sediado em Washington DC, nos Estados Unidos, o Icac foi criado em 1939 e se propõe a prover informações e sugestões para solução de problemas, servir de elo entre a cadeia produtiva, comercial e o consumidor final, assim como assistir os governos das nações produtoras de algodão na elaboração de políticas econômicas para o setor da cotonicultura.  O tema da próxima Reunião Plenária é "Algodão na era da globalização e progresso tecnológico".

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa com informações da Ass. de Imprensa da Abrapa

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