Temer visita fazenda de algodão em Lucas do Rio Verde
11/08/2017

Temer visita fazenda de algodão em Lucas do Rio Verde

O presidente Michel Temer, fez nesta sexta-feira (11 de agosto) sua primeira visita a Mato Grosso desde que assumiu a Presidência da República em 31 de agosto de 2016. Ele participou da inauguração da FS Bionergia, em Lucas do Rio Verde (a cerca de 330 km da capital), e, a convite do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi visitou uma fazenda de algodão no município, tendo sido recepcionado por Alexandre Schenkel, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Em discurso feito na inauguração da usina de produção de etanol a partir do milho, Temer disse que a ida à fazenda, onde subiu numa colheitadeira de algodão, trouxe lembranças de sua infância em Tietê, no interior de São Paulo. Seu pai tinha uma "pequena chácara" (de 20 alqueires) e cultivava algodão no sistema manual.

"Aos 8, 9 anos de idade, eu me deliciava ajudando a colher o algodão e o que mais me encantava era a brancura, a ideia de que o algodão representava uma pureza que permitia que meu pai vendesse o algodão e nos colocasse na escola", afirmou o presidente. Segundo ele, a riqueza gerada pela pequena produção de algodão permitiu que frequentasse o grupo escolar, o ensino médio até chegar à faculdade de Direito. Temer destacou sua "animação" em deixar por algumas horas o gabinete em Brasília para "conhecer o Brasil real" e a "pujança do campo em Mato Grosso". Elogiou ainda o alto nível tecnológico da cotonicultura mato-grossense. "Eu dirigi a máquina e verifiquei a facilidade para a colheita do algodão – uma tecnologia extraordinária", comentou.

A propriedade escolhida para a visita do presidente da República e sua comitiva foi a Fazenda Cortezia, do Grupo Cortezia, que cultiva algodão desde 1998. Na safra 2016/17, a Fazenda Cortezia plantou cerca de 5,5 mil ha de algodão em sistema de segunda safra (após a colheita da soja) e, no momento, a colheita atinge a metade da área plantada.

Na opinião de Alexandre Schenkel, a presença do presidente da República conferindo a colheita de algodão no estado que responde hoje por dois terços da pluma produzida no Brasil, representa o reconhecimento da importância da cotonicultura mato-grossense.   Na safra corrente, Mato Grosso plantou cerca de 628 mil ha de algodão e deverá colher mais de um milhão de toneladas de pluma – o equivalente a 67% da área de cultivo do algodoeiro no país e da produção brasileira. Além de atender ao exigente mercado internacional, exportando para países como China, Indonésia, Coreia do Sul, Vietnã, Turquia, Malásia, Paquistão, Tailândia, Taiwan e Bangladesh, a pluma mato-grossense responde a 60% da demanda da indústria têxtil brasileira.  

A cotonicultura mato-grossense, destaca Schenkel, utiliza a mão de obra de mais de 20 mil trabalhadores, entre pessoas que atuam nas lavouras, no beneficiamento, no transporte e na venda do algodão, na administração das unidades produtoras, e na pesquisa e desenvolvimento.   

"Todos esses números são frutos do empreendedorismo do produtor mato-grossense e de toda uma cadeia de colaboradores que atua para melhorar a produtividade e a qualidade de nossa pluma, e também reduzir os custos de produção que são altíssimos", afirma o presidente da Ampa, que fez questão de usar na recepção a Temer uma camiseta da campanha "Sou de algodão", uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Durante a visita à fazenda, o presidente Michel Temer cumprimentou colaboradores do Grupo Cortezia e vistoriou a lavoura de algodão ao lado de Schenkel, do ministro Blairo Maggi, do deputado federal Adilton Sachetti (um dos pioneiros da cotonicultura empresarial em Mato Grosso) e de Endrigo Dalcin, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa

Foto: Divulgação

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