Quase 68% da área de Mato Grosso são ocupados com vegetação e pastagens nativas
25/07/2017

Quase 68% da área de Mato Grosso são ocupados com vegetação e pastagens nativas

Mato Grosso, terceiro maior estado brasileiro com uma área de 90.319.809 ha e líder na produção de algodão, soja e outros produtos agrícolas, tem somente 10,4% de seu território (o equivalente a 9.385.030 ha) destinados a lavouras e florestas plantadas. Quase 68% (67,79%) da área do estado são ocupados com vegetação nativa e protegida (preservada), e pastagens nativas (conservadas) – um total de aproximadamente 61 milhões ha. Desse total, quase 34% (o equivalente a 30,6 milhões ha) correspondem à vegetação preservada em imóveis rurais (CAR). Um percentual de 21,52% é destinado a pastagens plantadas (19,4 milhões ha) e 0,30% a áreas urbanas e outros (266.829 ha).

 

Esses dados fazem parte do estudo "Atribuição, ocupação e uso das terras no estado de Mato Grosso", apresentado por Evaristo Eduardo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Cuiabá, durante o Meeting Aprosoja Sustentabilidade.

Com base nas atualizações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), sistema de cadastro obrigatório para todos os proprietários rurais brasileiros e dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a equipe liderada pelo pesquisador mostrou que "os agricultores têm a responsabilidade de cuidar de 69% (68,8%) do território mato-grossense". Nesse percentual estão incluídas áreas de vegetação nativa em imóveis rurais (CAR) - 33,9%, de pastagens nativas - 3% (a maior delas localizada no Pantanal), de pastagens plantadas - 21,5%, e áreas de lavouras e florestas plantadas - 10,4%.  "Se alguém encontrar algum país do mundo que tenha isso, me avise", comentou Miranda.

Ele iniciou sua apresentação informando que 19% da área de Mato Grosso (o equivalente a 17.198.626 ha) são destinados a áreas de vegetação protegida em unidades de conservação e terras indígenas. Enquanto as áreas protegidas pelo Poder Público – que é remunerado para isso - correspondem a 19% da área estadual, as áreas protegidas em propriedades rurais por determinação legal (áreas de reserva legal e áreas de proteção permanente – APPs) totalizam 30.636.430 ha (quase 34% da área do estado).

O pesquisador defende que o produtor seja compensado por preservar e conservar (no caso das pastagens nativas) uma quantidade tão grande de área.

A apresentação dos dados contou com a presença de várias lideranças do setor produtivo como o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel, o deputado federal Marcos Montes, da Frente Parlamentar da Agropecuária, e o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Endrigo Dalcin, anfitrião do evento.

Na opinião de Schenkel, os dados apresentados pela Embrapa Monitoramento por Satélite têm vários aspectos positivos: além de demonstrar que o produtor rural de Mato Grosso tem um papel importante na preservação ambiental, eles comprovam que o algodão, os grãos e as carnes que contribuem para o equilíbrio da balança comercial do Brasil são produzidos numa parcela reduzida da área do estado.

"Temos muito a crescer em termos de produção agrícola sem usarmos um hectare de área preservada e utilizando somente áreas de pastagens com aptidão para agricultura", afirma o presidente da Ampa.

O estudo completo da Embrapa Monitoramento por Satélite pode ser conferido aqui

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa

Foto: Manu Rigoni

 

 

Copyright © IMA - Instituto Mato-Grossense do Algodão.
Rua Eng Edgard Prado Arze, 1777 Ed. Cloves Vettorato - 2 andar Quadra 03
Setor A - Centro Político Administrativo
CEP: 78049-015
(65) 3321-6455/6482