Pesquisador do IMAmt participa de curso de atualização de fiscais do Indea-MT
19/05/2017

Pesquisador do IMAmt participa de curso de atualização de fiscais do Indea-MT

O trabalho realizado em prol do controle da planta daninha Amaranthus palmeri nas lavouras de Mato Grosso é considerado um caso de sucesso e foi tema nesta quinta-feira (18 de maio) do curso de atualização em fiscalização de agrotóxicos promovido pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), em Cuiabá.  O tema reuniu no auditório do Edifício Cloves Vettorato os pesquisadores Edson Ricardo de Andrade Junior, do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), e Sebastião Carneiro Guimarães, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e Omar Roberto da Silveira, auditor fiscal da Delegacia Regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo Thiago Augusto Tunes, coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Indea-MT, o programa de controle de A. palmeri em Mato Grosso teve sucesso justamente por ter envolvido o Estado (por meio do Indea e do Mapa), a pesquisa (IMAmt, UFMT, Univag e Embrapa) e o setor produtivo (Ampa e Aprosoja). A preocupação com essa planta daninha se justifica pelo fato de afetar as principais culturas do sistema produtivo adotado em Mato Grosso e apresentar crescente resistência aos herbicidas mais utilizados.

A. palmeri é considerada a principal planta daninha dos algodoais nos Estados Unidos e era considerada exótica no Brasil até 2014, quando foi identificada numa região de Mato Grosso em áreas normalmente cultivadas com rotação das culturas de algodão, soja e milho.

Os pesquisadores Edson Junior e Sebastião Guimarães foram os autores desse primeiro relato, em parceria com Anderson Luís Cavenaghi do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag). Graças a esse sinal de alerta, o Indea-MT e entidades do setor produtivo se uniram para traçar um programa visando à erradicação de A. palmeri em Mato Grosso. Além de apresentar resistência a herbicidas à base de glifosato e também aos inibidores da ALS, essa planta daninha preocupa por algumas características, como sua alta capacidade de crescimento (de até 7 cm por dia), tolerância à seca e alta produção de sementes (uma única planta pode produzir de 200 mil a 600 mil sementes). "Quando a população de A. palmeri não é controlada, perdas no rendimento das culturas podem atingir 91% em milho, 79% em soja e 77% em algodoeiro", alertaram os pesquisadores na Circular Técnica nº 19/2015 do IMAmt.

Durante o curso dirigido aos fiscais do Indea-MT, o professor Sebastião Carneiro Guimarães abordou aspectos que caracterizam a planta A. palmeri, como o fato de ser uma espécie dioica: em uma população, parte das plantas terá somente flores femininas e a outra parte, somente flores masculinas, sendo que as sementes são produzidas somente nas plantas com flores femininas, que têm a capacidade de reprodução mesmo sem a ocorrência de polinização.

Edson Junior apresentou resultados de ensaios realizados com plantas de A. palmeri visando avaliar a eficácia dos defensivos agrícolas à disposição de produtores e técnicos. Na avaliação dos pesquisadores, a política em relação à ocorrência dessa planta daninha no Brasil deve ser de "tolerância zero", daí a importância de fiscais, agricultores e colaboradores ampliarem seus conhecimentos sobre ela.

Engenheiros florestais e agrônomos do quadro de servidores do Indea-MT participaram ao longo desta semana do curso de atualização em fiscalização de agrotóxicos, cujo objetivo é promover a atualização de 112 servidores que desempenham a função de fiscais estaduais de defesa agropecuária e florestal. A iniciativa é realizada com o apoio da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) e Associação dos Produtores de Sementes do Estado de Mato Grosso (Aprosmat). 

As palestras abordaram temas como registro federal de agrotóxicos e reavaliação de fungicidas, cadastro estadual de agrotóxicos, tratamento industrial de sementes, destinação de embalagens vazias, tecnologia de aplicação de agrotóxicos, atuação do Ministério Público Estadual (MPE) na fiscalização de agrotóxicos, toxicologia de agrotóxicos, entre outros.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa com informações da Ass. de Comunicação da Sedec-MT

Fotos: Assessoria de Comunicação da Ampa

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